Se brincar socializa, seja por meio da música, do corpo, do gesto e da escrita, também desempenha um papel essencial no sentido de mostrar a importância de saber partilhar, cooperar com o outro, comunicar-se e relacionar-se em diferentes situações, desenvolvendo respeito a si mesmo e ao outro, num processo que auxilia a autoimagem e a autoestima”, continua o especialista. Por tudo isso, brincar é coisa séria e, como pontua Oscar, uma maneira de gerar situações em que ocorra um diálogo aberto, marcado pela liberdade do falar e do sentir, uma maneira de compreender o mundo.
Entre as possibilidades de distração para a garotada enquanto o Covid-19 assusta todos por aí, não vale a pena lutar com o mundo das telas – é uma característica contemporânea. Mas tudo pode ser bem dosado para garantir equilíbrio. Brincadeiras antigas, fora da época da tecnologia, e exercícios de organização da rotina podem ser uma boa opção para fazer a meninada se movimentar nessas que são circunstâncias desafiadoras.